Sábado, 28/6, das 10h às 13h.
Ponto de encontro: Travessa dos Cataventos
Promoção: MAC/RS
Com atividade simultânea à exposição VOLÚPIA CONSTRUTIVA - PRAZER E ORDENAMENTO EM DESENHO SOBRE PAPEL, no acervo do Museu de Arte Contemporânea do RS, será realizado o encontro DESENHANDO POA / MACRS.
O projeto que já acontece na cidade de São Paulo há algum tempo, com o nome Desenhando SP, é uma iniciativa dos artistas Eduardo Nasi e Marcia Tiburi, que também participam da presente exposição no Museu, e tem o apoio local do Ateliê D43.
O objetivo desta ação é reunir pessoas para desenhar nas ruas de Porto Alegre. Simples assim: a gente convoca e quem quiser aparece.
O encontro vai ser sábado, 28 de junho, às 10h, na Travessa dos Cataventos, da Casa de Cultura Mario Quintana. A partir daí, vamos nos espalhar pela região pra desenhar.
Saiba mais:
Por que desenhar na rua?
Você pode transformar isso em um manifesto, dizer que é político, que é uma forma de se apropriar da rua e da cidade. Você pode estabelecer um diálogo com a história da arte, pensar nos impressionistas e na arte urbana dos grafiteiros. Você pode desenhar na rua porque é uma experiência incrível. Você desenha a vida real e encontra pessoas incríveis. Você também pode desenhar algo que está na sua cabeça, só levando o gesto de desenhar pra rua. Pra nós, tudo isso tá valendo.
Eu quero desenhar na rua. Como faço?
Bem, as ruas são livres e você pode desenhar nelas sempre que quiser. Mas se quiser se juntar ao nosso grupo, esteja na Travessa dos Cata-ventos, sábado, dia 28 de junho, às 10h.
Quanto custa?
Nada. É grátis.
E se eu não sei desenhar?
Bem, é uma oportunidade para começar! Na verdade, não tem problema, a gente quer reunir gente de níveis bem diferentes, quer troca de experiência e um clima construtivo, então, todo mundo é bem-vindo.
O que vai acontecer no encontro?
Às 10h a gente se encontra e já começa a desenhar. A ideia é desenhar até às 13:00 em função do jogo do Brasil na Copa Fifa 2014. O evento é aberto e livre, então ninguém vai impedir ninguém de chegar mais tarde ou sair mais cedo. Mas a gente prefere que todo mundo fique do começo ao fim.
E se chover?
A chuva faz parte de Porto Alegre. Nossa ideia é nunca desmarcar em caso de chuva, e sim incorporar a chuva à atividade, procurando locais cobertos na região.
O que tem que levar?
Desenhar na rua é um exercício de desapego as mesas de estúdio, material em abundância… Dito isso, leve o material de desenho que você considera importante: bloco, papel, caneta, lápis etc. Se você precisar de prancheta para firmar o papel, leve uma. Recomendamos também levar material de desenho extra. Nossa experiência com desenhar na rua mostra que desenhar na rua atrai o interesse de outras pessoas, e às vezes são pessoas que não têm caneta, papel, nem condições de comprar material. E aí você vai se sentir incrível por levar o desenho pra vida de pessoas que você nem conhece. Óculos escuros e bonés são ótimos pra você desenhar pessoas sem ser notado. Água é sempre uma boa. Seja pra beber, seja pra diluir tinta.
O que eu faço com os desenhos?
Depois da conversa final, queremos encorajar todo mundo a compartilhar esses desenhos em nossas redes sociais: temos Flickr, Tumblr, Facebook, Twitter.
Só isso?
Bem, a gente acha que o projeto é legal e, se ele for mesmo legal, a gente quer que ele se transforme em muitas outras coisas. Até já temos umas ideias. Mas vamos com calma. O primeiro passo é fazer os encontros acontecerem.
sexta-feira, 27 de junho de 2014
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Ainda sobre Roma...
A origem da sociedade romana não tem uma evidência concreta. Baseia-se numa lenda, que era uma maneira antiga de explicar fatos cuja memória se perdeu em tempos muito distantes. Assim, o poeta romano Virgílio alimentou a fantasia de seu povo ao contar que Roma teria sido fundada por dois irmãos: Rômulo e Remo.
Segundo a mitologia, os romanos descendem de Enéas, um herói troiano que conseguiu escapar quando os gregos destruíram sua cidade, possivelmente no século 15 a.C. Filho de Vênus, a deusa do amor, Enéas passou por muitas aventuras até chegar à Itália, onde seu filho Ascânio fundaria Alba Longa, o núcleo da futura Roma, que seria fundada por seus descendentes Rômulo e Remo, em 753 a.C.
Rômulo e Remo eram irmãos gêmeos e, após o nascimento, foram atirados ao rio Tibre por ordem de Amúlio, usurpador do trono de Alba Longa. No entanto, conseguiram chegar às margens no sopé do monte Palatino e sobreviveram, sendo amamentados por uma loba. Criados por camponeses, ao chegar à idade adulta, depuseram o usurpador e restituíram ao trono seu avô, Númitor, de quem receberam a missão de fundar uma nova cidade na região do Lácio.
Os dois haviam sido abandonados pelo pai ao nascer e só sobreviveram por terem sido alimentados por uma loba. O fato é que os irmãos cresceram, vingaram-se do pai e receberam a missão de fundar uma cidade no local onde foram encontrados pelo animal. Essa lenda criou também a data exata do "nascimento" de Roma: os irmãos teriam fundado a cidade em 753 a.C. O próprio nome dessa localidade derivou do nome um deles (Rômulo), que acabou matando seu irmão Remo devido a disputas políticas.
Como se pode ver, a origem de Roma foi inventada através de uma história que misturava o instinto animal (simbolizado pela loba que amamentou os irmãos), com o nascimento de algo novo (a cidade fundada num lugar deserto), retornando aos instintos agressivos no final (simbolizados na rivalidade entre os irmãos e no assassinato de um deles). Assim, essa origem imaginada serviu para os vários imperadores que a governaram justificarem o caráter agressivo e conquistador dessa sociedade romana.

No local escolhido, o monte Palatino, às margens do Tibre, Rômulo traçou um sulco no chão com um arado, demarcando a sua propriedade. Insatisfeito, Remo saltou essa linha sobre a terra, desafiando o irmão, que o matou. Rômulo fundou seu povoado, onde acolheu fugitivos de diversas partes da Itália. Sobre eles reinou durante muito tempo, até desaparecer misteriosamente numa tempestade e se transformar no deus Quirino, uma das principais deidades mitológicas dos romanos.
Se não temos dados concretos sobre sua fundação, podemos começar a contar a história de Roma, a partir da monarquia (753 a 509 a.C.). Nesse período, o meio de subsistência principal daquele povo era a agricultura. A sociedade romana dividia-se em quatro grupos, segundo a posição política, econômica e social de cada pessoa: havia patrícios, plebeus, clientes e escravos.
Monarquia: de 753 a.C. (data tradicional da fundação de Roma) a 509 a.C. (derrota dos Tarqüínios).
República: de 509 a.C. (proclamação da República) a 27 a.C. (Otaviano recebe o Senado o título de Augusto).
Império: de 27 a.C. a 476 d.C. (queda do Império romano do Ocidente).
A data lendária (753 a.C.) da fundação de Roma não representa o período mais antigo de ocupação do local onde a cidade surgiu. Vestígios de povoação foram encontrados e remontam à Idade do Bronze. É provável que a cidade tenha surgido de um forte erguido pelos habitantes do Lácio (latinos e sabinos) para defender-se dos etruscos, que dominavam parte da península Itálica. Roma surgiu no topo do monete Palatino e se expandiu graudalmente pelos outros seis montes vizinhos, o Esquilino, o Célio, o Quirinal, o Viminal, o Capitolino e o Aventino. Mas a cidade não parou de crescer ao longo dos séculos.
Primitivamente, a economia romana era baseada em atividades agrárias e pastoris. A propriedade de terra era a base da riqueza, o que evidencia o caráter aristocrático dessa sociedade. Os proprietários de terra eram o grupo social dominante, sendo chamados de patrícios. Através de laços familiares formavam clãs que compreendiam também os parentes pobres que prestavam serviços e eram conhecidos como clientes. Finalmente, quem não pertencesse ao clã era chamado de plebeu. Esse grupo era formado por artesãos, comerciantes, estrangeiros e pequenos proprietários de lotes pouco férteis.
Nesses primeiros tempos, os romanos levavam uma vida simples, trabalhando no campo e alimtando-se de sua própria produção. A modéstia e a disciplina eram consideradas virtudes essenciais. A família era uma instituição sagrada e seu chefe - o pater famílias - tinha poder e direitos ilimitados sobre a mulher, os filhos, os escravos e os bens. O velhos eram respeitados e serviam de exemplo à comunidade. A religião - baseada no culto aos antepassados e a uma multidão de deuses - estava presente em todos os aspectos da vida cotidiana e também tinha um caráter cívico, ou seja, estava ligada à cidade e ao Estado romano.
A palavra "patrício" (do latim pater, pai) indicava o chefe da grande unidade familiar ou clã. Esses chefes, os patrícios, seriam descendentes dos fundadores lendários de Roma e possuíam as principais e maiores terras. Eles formavam a aristocracia, sendo que somente esse grupo tinha direitos políticos em Roma e formava, portanto, o governo.
Já os plebeus eram descendentes de populações imigrantes, vindas principalmente de outras regiões da península Itálica, ou fruto dos contatos e conquistas romanas. Dedicavam-se ao comércio e ao artesanato. Eram livres, mas não tinham direitos políticos: não podiam participar do governo e estavam proibidos de casar com patrícios.
Num outro patamar, vinham os clientes, também forasteiros, que trabalhavam diretamente para os patrícios, numa relação de proteção e submissão econômica. Assim, mantinham com os patrícios laços de clientela, que eram considerados sagrados, além de hereditários, ou seja, passados de pai para filho.
Por fim, os escravos, que inicialmente eram aqueles que não podiam pagar suas dívidas e, portanto, tinham que se sujeitar ao trabalho forçado para sobreviver. Depois, com as guerras de conquista, a prisão dos vencidos gerou novos escravos, que acabaram se tornando a maioria da população.
As conquistas aos outros povos e regiões trouxeram o crescimento das atividades comerciais e das negociações em moeda. A riqueza se concentrou ainda mais nas mãos dos patrícios, que se apropriavam das novas terras. Isso tudo dividiu profundamente a sociedade romana entre ricos (aristocratas) e pobres (plebeus), além da grande massa de escravos que ia se formando. Também os membros do exército, enriquecidos pelas conquistas e saques, tornaram-se uma importante camada social.
A expansão romana iniciou-se na República (509 a 27 a.C.), por meio das lutas contra os povos vizinhos para obterem escravos (séculos. 5 a 3 a.C.). Depois disso, expandiu-se para a Grécia (séc. 3 a.C.), Cartago (cidade africana que controlava o comércio marítimo no Mediterrâneo) e Macedônia (com a conquista da Grécia, havia formado um grande império), sendo estas duas cidades conquistadas no séc. 2 a.C. Na seqüência, o Egito, a Britânia (que corresponde aproximadamente à atual Grã-Bretanha) e algumas regiões da Europa e da Ásia foram conquistados no séc. 1 d.C.
Desde sua origem, Roma fora governada por reis. Um deles foi expulso por tirania em 509 a.C. e o governo da República se estabeleceu, propondo uma nova divisão de poderes entre o Senado, os Magistrados e as Assembléias.
Com as conquistas militares de novos territórios, os generais do Exército acumularam muitos poderes políticos e para deterem as revoltas dos povos dominados, resolveram concentrar o poder. Júlio César era um general que havia conquistado a Gália em 60 a.C. Depois disso, deu um golpe em Roma, atacando-a no ano de 49 a.C. e proclamando-se ditador perpétuo (ou seja, governaria com poderes ilimitados até a sua morte). Foi nesse mesmo ano que conseguiu dominar o Egito. No entanto, nem ele nem seu governo tiveram vida longa: foi assassinado pelos próprios romanos em 44 a.C.
Com a morte de Júlio César, três líderes políticos governariam juntos. Um deles, Otávio, derrotou os outros e foi o primeiro imperador romano em 31 a.C., recebendo do Senado os títulos de Princeps (primeiro cidadão), Augustus (divino) e Imperator (supremo). Passou para a história com o nome de Augusto, embora essa denominação acompanhasse todos os imperadores que o sucederam. Roma teve 16 imperadores entre os séculos 1 e 3 d.C. A partir daí, começou a desagregação do Império e o descontrole por parte de Roma dos povos dominados.
Entre os séculos 3 e 4 d.C., o imperador Dioclesiano dividiu o Império Romano numa parte ocidental e noutra oriental. Constantino, o imperador seguinte, tomou duas importantes medidas: reunificou seus domínios, tornando a capital do Império Romano Bizâncio (depois chamada de Constantinopla e, hoje, Istambul, na Turquia), localizada na parte oriental dos domínios romanos e legalizou a prática do cristianismo.
Finalmente, Teodósio, um dos últimos imperadores, tornou o cristianismo religião oficial de todo o Império e dividiu-o novamente em duas partes, sendo as capitais Roma e Constantinopla. A primeira foi dominada pelos povos germanos em 476 e marcou o fim do Império Romano do Ocidente. A segunda foi dominada em 1453 pelos turcos e marcou o fim do Império Romano do Oriente.
De resto, com o passar dos tempos, os deuses romanos foram se identificando com os deuses gregos, devido à grande influência que a Grécia - embora fosse dominada por Roma - exerceria sobre ela e sua cultura. Na verdade, a arte grega foi uma das fontes principais da arte romana. A arquitetura talvez tenha sido a única das artes de então em que os romanos produziram inovações efetivas, em particular devido ao seu pragmatismo. Se para os gregos as principais construções eram os templos, para os romanos importavam os reservatórios de água, os aquedutos, os edifícios públicos, como os tribunais, os circos e os mercados.
Para Roma, o Estado estava acima de tudo e quem estivesse a serviço da res publica (coisa pública) deveria respeitar os deuses, ser leal e corajoso e ambicionar a glória - virtudes que evidenciam o caráter guerreiro que logo se manifestou entre os romanos. A vida do cidadão era regulamentada por leis, que podiam dizer respeito aos negócios do Estado (direito público) e às relações entre famílias e particulares (direito privado).
No entanto, essas noções bem como as instituições que as traduziram na prática não datam do primeiro momento da história romana, o período monárquico, mas sim do período republicano. Isso, porém, nos obriga a deixar de lado esse esboço das origens e da organização sócio-cultural de Roma para entrar em sua história política - o que requer um capítulo à parte.
Segundo a mitologia, os romanos descendem de Enéas, um herói troiano que conseguiu escapar quando os gregos destruíram sua cidade, possivelmente no século 15 a.C. Filho de Vênus, a deusa do amor, Enéas passou por muitas aventuras até chegar à Itália, onde seu filho Ascânio fundaria Alba Longa, o núcleo da futura Roma, que seria fundada por seus descendentes Rômulo e Remo, em 753 a.C.
Rômulo e Remo eram irmãos gêmeos e, após o nascimento, foram atirados ao rio Tibre por ordem de Amúlio, usurpador do trono de Alba Longa. No entanto, conseguiram chegar às margens no sopé do monte Palatino e sobreviveram, sendo amamentados por uma loba. Criados por camponeses, ao chegar à idade adulta, depuseram o usurpador e restituíram ao trono seu avô, Númitor, de quem receberam a missão de fundar uma nova cidade na região do Lácio.
Os dois haviam sido abandonados pelo pai ao nascer e só sobreviveram por terem sido alimentados por uma loba. O fato é que os irmãos cresceram, vingaram-se do pai e receberam a missão de fundar uma cidade no local onde foram encontrados pelo animal. Essa lenda criou também a data exata do "nascimento" de Roma: os irmãos teriam fundado a cidade em 753 a.C. O próprio nome dessa localidade derivou do nome um deles (Rômulo), que acabou matando seu irmão Remo devido a disputas políticas.
Como se pode ver, a origem de Roma foi inventada através de uma história que misturava o instinto animal (simbolizado pela loba que amamentou os irmãos), com o nascimento de algo novo (a cidade fundada num lugar deserto), retornando aos instintos agressivos no final (simbolizados na rivalidade entre os irmãos e no assassinato de um deles). Assim, essa origem imaginada serviu para os vários imperadores que a governaram justificarem o caráter agressivo e conquistador dessa sociedade romana.
No local escolhido, o monte Palatino, às margens do Tibre, Rômulo traçou um sulco no chão com um arado, demarcando a sua propriedade. Insatisfeito, Remo saltou essa linha sobre a terra, desafiando o irmão, que o matou. Rômulo fundou seu povoado, onde acolheu fugitivos de diversas partes da Itália. Sobre eles reinou durante muito tempo, até desaparecer misteriosamente numa tempestade e se transformar no deus Quirino, uma das principais deidades mitológicas dos romanos.
Se não temos dados concretos sobre sua fundação, podemos começar a contar a história de Roma, a partir da monarquia (753 a 509 a.C.). Nesse período, o meio de subsistência principal daquele povo era a agricultura. A sociedade romana dividia-se em quatro grupos, segundo a posição política, econômica e social de cada pessoa: havia patrícios, plebeus, clientes e escravos.
Monarquia: de 753 a.C. (data tradicional da fundação de Roma) a 509 a.C. (derrota dos Tarqüínios).
República: de 509 a.C. (proclamação da República) a 27 a.C. (Otaviano recebe o Senado o título de Augusto).
Império: de 27 a.C. a 476 d.C. (queda do Império romano do Ocidente).
A data lendária (753 a.C.) da fundação de Roma não representa o período mais antigo de ocupação do local onde a cidade surgiu. Vestígios de povoação foram encontrados e remontam à Idade do Bronze. É provável que a cidade tenha surgido de um forte erguido pelos habitantes do Lácio (latinos e sabinos) para defender-se dos etruscos, que dominavam parte da península Itálica. Roma surgiu no topo do monete Palatino e se expandiu graudalmente pelos outros seis montes vizinhos, o Esquilino, o Célio, o Quirinal, o Viminal, o Capitolino e o Aventino. Mas a cidade não parou de crescer ao longo dos séculos.
Primitivamente, a economia romana era baseada em atividades agrárias e pastoris. A propriedade de terra era a base da riqueza, o que evidencia o caráter aristocrático dessa sociedade. Os proprietários de terra eram o grupo social dominante, sendo chamados de patrícios. Através de laços familiares formavam clãs que compreendiam também os parentes pobres que prestavam serviços e eram conhecidos como clientes. Finalmente, quem não pertencesse ao clã era chamado de plebeu. Esse grupo era formado por artesãos, comerciantes, estrangeiros e pequenos proprietários de lotes pouco férteis.
Nesses primeiros tempos, os romanos levavam uma vida simples, trabalhando no campo e alimtando-se de sua própria produção. A modéstia e a disciplina eram consideradas virtudes essenciais. A família era uma instituição sagrada e seu chefe - o pater famílias - tinha poder e direitos ilimitados sobre a mulher, os filhos, os escravos e os bens. O velhos eram respeitados e serviam de exemplo à comunidade. A religião - baseada no culto aos antepassados e a uma multidão de deuses - estava presente em todos os aspectos da vida cotidiana e também tinha um caráter cívico, ou seja, estava ligada à cidade e ao Estado romano.
A palavra "patrício" (do latim pater, pai) indicava o chefe da grande unidade familiar ou clã. Esses chefes, os patrícios, seriam descendentes dos fundadores lendários de Roma e possuíam as principais e maiores terras. Eles formavam a aristocracia, sendo que somente esse grupo tinha direitos políticos em Roma e formava, portanto, o governo.
Já os plebeus eram descendentes de populações imigrantes, vindas principalmente de outras regiões da península Itálica, ou fruto dos contatos e conquistas romanas. Dedicavam-se ao comércio e ao artesanato. Eram livres, mas não tinham direitos políticos: não podiam participar do governo e estavam proibidos de casar com patrícios.
Num outro patamar, vinham os clientes, também forasteiros, que trabalhavam diretamente para os patrícios, numa relação de proteção e submissão econômica. Assim, mantinham com os patrícios laços de clientela, que eram considerados sagrados, além de hereditários, ou seja, passados de pai para filho.
Por fim, os escravos, que inicialmente eram aqueles que não podiam pagar suas dívidas e, portanto, tinham que se sujeitar ao trabalho forçado para sobreviver. Depois, com as guerras de conquista, a prisão dos vencidos gerou novos escravos, que acabaram se tornando a maioria da população.
As conquistas aos outros povos e regiões trouxeram o crescimento das atividades comerciais e das negociações em moeda. A riqueza se concentrou ainda mais nas mãos dos patrícios, que se apropriavam das novas terras. Isso tudo dividiu profundamente a sociedade romana entre ricos (aristocratas) e pobres (plebeus), além da grande massa de escravos que ia se formando. Também os membros do exército, enriquecidos pelas conquistas e saques, tornaram-se uma importante camada social.
A expansão romana iniciou-se na República (509 a 27 a.C.), por meio das lutas contra os povos vizinhos para obterem escravos (séculos. 5 a 3 a.C.). Depois disso, expandiu-se para a Grécia (séc. 3 a.C.), Cartago (cidade africana que controlava o comércio marítimo no Mediterrâneo) e Macedônia (com a conquista da Grécia, havia formado um grande império), sendo estas duas cidades conquistadas no séc. 2 a.C. Na seqüência, o Egito, a Britânia (que corresponde aproximadamente à atual Grã-Bretanha) e algumas regiões da Europa e da Ásia foram conquistados no séc. 1 d.C.
Desde sua origem, Roma fora governada por reis. Um deles foi expulso por tirania em 509 a.C. e o governo da República se estabeleceu, propondo uma nova divisão de poderes entre o Senado, os Magistrados e as Assembléias.
Com as conquistas militares de novos territórios, os generais do Exército acumularam muitos poderes políticos e para deterem as revoltas dos povos dominados, resolveram concentrar o poder. Júlio César era um general que havia conquistado a Gália em 60 a.C. Depois disso, deu um golpe em Roma, atacando-a no ano de 49 a.C. e proclamando-se ditador perpétuo (ou seja, governaria com poderes ilimitados até a sua morte). Foi nesse mesmo ano que conseguiu dominar o Egito. No entanto, nem ele nem seu governo tiveram vida longa: foi assassinado pelos próprios romanos em 44 a.C.
Com a morte de Júlio César, três líderes políticos governariam juntos. Um deles, Otávio, derrotou os outros e foi o primeiro imperador romano em 31 a.C., recebendo do Senado os títulos de Princeps (primeiro cidadão), Augustus (divino) e Imperator (supremo). Passou para a história com o nome de Augusto, embora essa denominação acompanhasse todos os imperadores que o sucederam. Roma teve 16 imperadores entre os séculos 1 e 3 d.C. A partir daí, começou a desagregação do Império e o descontrole por parte de Roma dos povos dominados.
Entre os séculos 3 e 4 d.C., o imperador Dioclesiano dividiu o Império Romano numa parte ocidental e noutra oriental. Constantino, o imperador seguinte, tomou duas importantes medidas: reunificou seus domínios, tornando a capital do Império Romano Bizâncio (depois chamada de Constantinopla e, hoje, Istambul, na Turquia), localizada na parte oriental dos domínios romanos e legalizou a prática do cristianismo.
Finalmente, Teodósio, um dos últimos imperadores, tornou o cristianismo religião oficial de todo o Império e dividiu-o novamente em duas partes, sendo as capitais Roma e Constantinopla. A primeira foi dominada pelos povos germanos em 476 e marcou o fim do Império Romano do Ocidente. A segunda foi dominada em 1453 pelos turcos e marcou o fim do Império Romano do Oriente.
De resto, com o passar dos tempos, os deuses romanos foram se identificando com os deuses gregos, devido à grande influência que a Grécia - embora fosse dominada por Roma - exerceria sobre ela e sua cultura. Na verdade, a arte grega foi uma das fontes principais da arte romana. A arquitetura talvez tenha sido a única das artes de então em que os romanos produziram inovações efetivas, em particular devido ao seu pragmatismo. Se para os gregos as principais construções eram os templos, para os romanos importavam os reservatórios de água, os aquedutos, os edifícios públicos, como os tribunais, os circos e os mercados.
Para Roma, o Estado estava acima de tudo e quem estivesse a serviço da res publica (coisa pública) deveria respeitar os deuses, ser leal e corajoso e ambicionar a glória - virtudes que evidenciam o caráter guerreiro que logo se manifestou entre os romanos. A vida do cidadão era regulamentada por leis, que podiam dizer respeito aos negócios do Estado (direito público) e às relações entre famílias e particulares (direito privado).
No entanto, essas noções bem como as instituições que as traduziram na prática não datam do primeiro momento da história romana, o período monárquico, mas sim do período republicano. Isso, porém, nos obriga a deixar de lado esse esboço das origens e da organização sócio-cultural de Roma para entrar em sua história política - o que requer um capítulo à parte.
quarta-feira, 25 de junho de 2014
Girassóis em Roma
Conheço Roma somente no inverno. Tenho na lembrança o pôr-do-sol mágico na escadaria de Trinità dei Monti na Piazza de Espanha, vendo o sol descer caprichosamente no eixo da Via dei Condotti ouvindo aquela sinfonia de sons gerados pela diversidade de idiomas ao meu redor. O azul do céu de Roma no inverno é de uma beleza fora do comum. E fica mais lindo quando contrastado pelos tons terracota das paredes envelhecidas das suas edificações e pelo verde novinho em folha dos ciprestes que emolduram a cidade.
Como sabemos, cada civilização se ergueu sobre as ruínas da civilização anterior e com Roma não poderia ser diferente. Roma, ao longo de sua gloriosa história, sofreu a ação de várias pequenas catástrofes. Uma sucessão de terremotos, invasões bárbaras, incêndios, guerras imperiais fizeram desta cidade o símbolo mais perfeito de renascimento. A cada tragédia uma nova cidade se erguia das cinzas da anterior. Poucos prédios ainda permaneceram em pé. Os mais antigos, se não me engano são aqueles dois pequenos templos do Fórum Boárium, atravessando a Ponte Palatino, o templo de Vesta (aquele de planta circular) e o de Apolo (aquele de planta retangular) que são do ano 200 a.C.

A Roma Imperial está 2,5m abaixo dos nossos pés e é possível, já que a cidade está em constante escavação, em alguns pontos da cidade andar lado a lado com a história. O Fórum de César e o Fórum de Trajano são bons exemplos disto. Podemos nos debruçar em peitoris na calçada, ladeados por estátuas dos grandes imperadores, e olhar os pisos ainda coloridos das construções imperiais.
No próprio Fórum Central Romano, sobre o monte Palatino (próximo ao Arco de Constantino e ao Coliseu), podemos ver uma série de pequenos artefatos etiquetados, ainda em parte enterrados, aguardando por sua catalogação.
Grande parte do que vemos hoje, em especial neste Fórum Central, se deve aos escavadores do exército de Napoleão que quando chegaram a Roma encontraram não mais do que 50 mil pessoas (para uma cidade que esteve perto dos 2 milhões de habitantes) habitando uma cidade fétida e insalubre. Para se ter uma idéia, o Arco de Sétimo Severo que se encontra lá no miolo do Fórum estava enterrado até o início da circunferência do arco e sob ele estava instalada uma pequena barbearia.
A propósito disto, o próprio Coliseu, que teve sua inauguração lá pelos idos do ano 80 d.C. já era uma ruína no ano 300 d.C., tendo sido restaurado várias vezes desde aquela época. Não fossem somente as tragédias naturais a sucatear o patrimônio arquitetônico, os próprios novos imperadores entronados tratavam de demolir ou descaracterizar as edificações feitas pelos seus antecessores. Podemos ver ainda uma série de pequenos buracos na fachada do coliseu fruto da retirada dos grandes painéis de mármore travertino que ajudaram a revestir outros tantos prédios de Roma entre eles a própria basílica de São Pedro. Falando nele, quando fui a Roma pela primeira vez, estando diante da estátua negra de São Pedro, no interior da basílica, disse a ele na minha oração que se um dia eu tivesse um filho ele se chamaria Pedro. Hoje meu Pedro está com 10 anos.
O que eu mais gosto de fazer nas minhas viagens é andar pelas ruas das cidades. Sentir a energia das pessoas no dia-a-dia de suas atividades cotidianas. Tocar as edificações, perceber as relações entre os espaços abertos e construídos e perceber o comportamento das pessoas que vivem nestes lugares. Para os arquitetos esta experiência é fundamental, pois esta vivência não está descrita em nenhum livro. Gosto de andar sem rumo pelas vielas escuras e estreitas imaginando tudo o que já aconteceu neste lugares.
Sempre leio muito antes de viajar. Leio de tudo. Dos livros de história aos romances que usam como pano de fundo as cidades que vou visitar. Gosto de estar num lugar e poder sentir e vivenciar aqueles fatos descritos nos livros. Sempre saio bem cedinho do hotel. Lá pelas 8h da manhã já estou na rua e volto somente quando a noite já se instalou. Viajar é uma experiência fantástica para qualquer pessoa, mas sempre digo que para os arquitetos tem um gostinho especial, pois passamos a vida inteira estudando a história para poder compreender o presente e propor o futuro.
Como sabemos, cada civilização se ergueu sobre as ruínas da civilização anterior e com Roma não poderia ser diferente. Roma, ao longo de sua gloriosa história, sofreu a ação de várias pequenas catástrofes. Uma sucessão de terremotos, invasões bárbaras, incêndios, guerras imperiais fizeram desta cidade o símbolo mais perfeito de renascimento. A cada tragédia uma nova cidade se erguia das cinzas da anterior. Poucos prédios ainda permaneceram em pé. Os mais antigos, se não me engano são aqueles dois pequenos templos do Fórum Boárium, atravessando a Ponte Palatino, o templo de Vesta (aquele de planta circular) e o de Apolo (aquele de planta retangular) que são do ano 200 a.C.

A Roma Imperial está 2,5m abaixo dos nossos pés e é possível, já que a cidade está em constante escavação, em alguns pontos da cidade andar lado a lado com a história. O Fórum de César e o Fórum de Trajano são bons exemplos disto. Podemos nos debruçar em peitoris na calçada, ladeados por estátuas dos grandes imperadores, e olhar os pisos ainda coloridos das construções imperiais.
No próprio Fórum Central Romano, sobre o monte Palatino (próximo ao Arco de Constantino e ao Coliseu), podemos ver uma série de pequenos artefatos etiquetados, ainda em parte enterrados, aguardando por sua catalogação.
Grande parte do que vemos hoje, em especial neste Fórum Central, se deve aos escavadores do exército de Napoleão que quando chegaram a Roma encontraram não mais do que 50 mil pessoas (para uma cidade que esteve perto dos 2 milhões de habitantes) habitando uma cidade fétida e insalubre. Para se ter uma idéia, o Arco de Sétimo Severo que se encontra lá no miolo do Fórum estava enterrado até o início da circunferência do arco e sob ele estava instalada uma pequena barbearia.
A propósito disto, o próprio Coliseu, que teve sua inauguração lá pelos idos do ano 80 d.C. já era uma ruína no ano 300 d.C., tendo sido restaurado várias vezes desde aquela época. Não fossem somente as tragédias naturais a sucatear o patrimônio arquitetônico, os próprios novos imperadores entronados tratavam de demolir ou descaracterizar as edificações feitas pelos seus antecessores. Podemos ver ainda uma série de pequenos buracos na fachada do coliseu fruto da retirada dos grandes painéis de mármore travertino que ajudaram a revestir outros tantos prédios de Roma entre eles a própria basílica de São Pedro. Falando nele, quando fui a Roma pela primeira vez, estando diante da estátua negra de São Pedro, no interior da basílica, disse a ele na minha oração que se um dia eu tivesse um filho ele se chamaria Pedro. Hoje meu Pedro está com 10 anos.
O que eu mais gosto de fazer nas minhas viagens é andar pelas ruas das cidades. Sentir a energia das pessoas no dia-a-dia de suas atividades cotidianas. Tocar as edificações, perceber as relações entre os espaços abertos e construídos e perceber o comportamento das pessoas que vivem nestes lugares. Para os arquitetos esta experiência é fundamental, pois esta vivência não está descrita em nenhum livro. Gosto de andar sem rumo pelas vielas escuras e estreitas imaginando tudo o que já aconteceu neste lugares.
Sempre leio muito antes de viajar. Leio de tudo. Dos livros de história aos romances que usam como pano de fundo as cidades que vou visitar. Gosto de estar num lugar e poder sentir e vivenciar aqueles fatos descritos nos livros. Sempre saio bem cedinho do hotel. Lá pelas 8h da manhã já estou na rua e volto somente quando a noite já se instalou. Viajar é uma experiência fantástica para qualquer pessoa, mas sempre digo que para os arquitetos tem um gostinho especial, pois passamos a vida inteira estudando a história para poder compreender o presente e propor o futuro.
terça-feira, 24 de junho de 2014
Escritório Novo
Rossi Business Park

Informo aos clientes e amigos que desde ontem (23 de junho de 2014) o meu escritório está funcionando em sede nova. Trouxe pouca coisa para cá, apenas a sala de reuniões e a minha biblioteca. O restante dos móveis ainda está em execução. Acho que ficarão prontos no mês que vem. Estou acampado entre muitas caixas da mudança sem saber, ao certo, por onde começar. Foram mais de 50 caixas. 35 apenas com os livros. Mas vou devagar e sempre. Não consegui fazer um pente fino antes da mudança. Então, estou aproveitando este recesso da copa do mundo para fazer uma boa limpeza em tudo.
Incrível como a gente vai guardando coisas ao longo do tempo. Achei duas caixas fechadas ainda da mudança de cinco anos atrás, quando sai do escritório do Cristo Redentor para o Jardim Planalto. Nem abri para ver o que tinha dentro. Foram para o lixo fechadas mesmo. Se ao longo dos cinco anos que passei no antigo escritório elas ficaram fechadas e eu não senti falta do que havia dentro delas, não será na casa nova que irei sentir.
De qualquer forma, fazer uma mudança é também reorganizar as coisas dentro da gente. Reavaliar valores. Reafirmar outros. Reciclar. Renovar. Olhar para frente. O pequeno desenho de uma casinha no Paraíso - fonte de inspiração e motivação para a vida - que estava colado na parede do escritório antigo, veio para a sala nova. Será meu primeiro projeto no escritório novo. Uma pequena casinha para abrigar sonhos, paz, felicidade, alegrias e desejos, numa praia imaginaria que, muito antes de ser construída no terreno, sempre estará construída no coração. Aguardo a visita de vocês.

Anotem aí:
BREGATTO Arquitetos
Av. Ipiranga, 7.464 | Sala 1020
Cep 91.530-000 | Jardim Botânico
Rossi Business Park
(51) 3361.6777
(51) 3398.6778
(51) 9979.4838
bregatto@bregatto.com.br
bregatto.blogspot.com
Porto Alegre | RS | Brasil
Informo aos clientes e amigos que desde ontem (23 de junho de 2014) o meu escritório está funcionando em sede nova. Trouxe pouca coisa para cá, apenas a sala de reuniões e a minha biblioteca. O restante dos móveis ainda está em execução. Acho que ficarão prontos no mês que vem. Estou acampado entre muitas caixas da mudança sem saber, ao certo, por onde começar. Foram mais de 50 caixas. 35 apenas com os livros. Mas vou devagar e sempre. Não consegui fazer um pente fino antes da mudança. Então, estou aproveitando este recesso da copa do mundo para fazer uma boa limpeza em tudo.
Incrível como a gente vai guardando coisas ao longo do tempo. Achei duas caixas fechadas ainda da mudança de cinco anos atrás, quando sai do escritório do Cristo Redentor para o Jardim Planalto. Nem abri para ver o que tinha dentro. Foram para o lixo fechadas mesmo. Se ao longo dos cinco anos que passei no antigo escritório elas ficaram fechadas e eu não senti falta do que havia dentro delas, não será na casa nova que irei sentir.
De qualquer forma, fazer uma mudança é também reorganizar as coisas dentro da gente. Reavaliar valores. Reafirmar outros. Reciclar. Renovar. Olhar para frente. O pequeno desenho de uma casinha no Paraíso - fonte de inspiração e motivação para a vida - que estava colado na parede do escritório antigo, veio para a sala nova. Será meu primeiro projeto no escritório novo. Uma pequena casinha para abrigar sonhos, paz, felicidade, alegrias e desejos, numa praia imaginaria que, muito antes de ser construída no terreno, sempre estará construída no coração. Aguardo a visita de vocês.
Anotem aí:
BREGATTO Arquitetos
Av. Ipiranga, 7.464 | Sala 1020
Cep 91.530-000 | Jardim Botânico
Rossi Business Park
(51) 3361.6777
(51) 3398.6778
(51) 9979.4838
bregatto@bregatto.com.br
bregatto.blogspot.com
Porto Alegre | RS | Brasil
sábado, 21 de junho de 2014
Soneto de Fidelidade
Vinicius de Moraes
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Estoril, outubro, 1939
http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/musica/cancoes/soneto-de-fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa lhe dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Estoril, outubro, 1939
http://www.viniciusdemoraes.com.br/pt-br/musica/cancoes/soneto-de-fidelidade
Assinar:
Postagens (Atom)