segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

desenhos | aquarelas

Exposição

É com muita satisfação que divulgo a Exposição desenhos | aquarelas. A exposição reúne uma seleção de 20 desenhos e aquarelas desenvolvidos em Cadernetas de Desenho (Moleskines) ao longo dos últimos anos. Originalmente os desenhos e aquarelas foram desenvolvidos nos formatos 14cm x 9cm (formato A6) e 21cm x 14cm (formato A5) e impressos sobre tecido Canvas no formato 59,4cm x 42cm (formato A2). A produção apresenta desenhos de observação (cadernetas de viagens) e desenhos imaginados. As técnicas predominantes são: lápis 6B e 9B, caneta esferográfica Pilot BP-S preta escrita fina, caneta tinteiro Lamy M com tinta Noodler's Ink, lápis de cor aquarelável e aquarela 12 cores Winsor & Newton.



desenhos | aquarelas
Espaço Cultural do Hospital São Lucas
Pontifícia Universidade Católica do RS | PucRS
De 11 a 24 de Janeiro de 2016
Av. Ipiranga, 6690 | Porto Alegre | RS

Passem lá para conferir!!
Meu agradecimento especial para os amigos da Bang, Cássio e Letícia pelas ótimas impressões e para Fernando da Decora pelas ótimas molduras.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

O Laço e o Abraço

Maria Beatriz Marinho dos Anjos

Meu Deus! Como é engraçado!

Eu nunca tinha reparado como é curioso um laço... uma fita dando voltas.
Enrosca-se, mas não se embola, vira, revira, circula e pronto: está dado o laço.
É assim que é o abraço: coração com coração, tudo isso cercado de braço.
É assim que é o laço: um abraço no presente, no cabelo,
no vestido, em qualquer coisa onde o faço.

E quando puxo uma ponta, o que é que acontece? Vai escorregando...
devagarzinho, desmancha, desfaz o abraço.

Solta o presente, o cabelo, fica solto no vestido.
E, na fita, que curioso, não faltou nem um pedaço.
Ah! Então, é assim o amor, a amizade.

Tudo que é sentimento. Como um pedaço de fita.
Enrosca, segura um pouquinho, mas pode se desfazer a qualquer hora,
deixando livre as duas bandas do laço.
Por isso é que se diz: laço afetivo, laço de amizade.

E quando alguém briga, então se diz: romperam-se os laços.
E saem as duas partes, igual meus pedaços de fita, sem perder nenhum pedaço.
Então o amor e a amizade são isso...

Não prendem, não escravizam, não apertam, não sufocam.
Porque quando vira nó, já deixou de ser um laço!

domingo, 29 de novembro de 2015

TCCII - FauPucRS

PAINEL FINAL - 2015/2

Terão início no próximo dia 30/11 (segunda-feira), às 14h, as bancas de apresentação dos Trabalhos de Conclusão do curso de Arquitetura e Urbanismo da FauPucRS. Entre os dias 30/11 e 04/12, nos turnos da tarde e noite, serão apresentados 28 trabalhos com os mais diversos temas nas áreas de arquitetura, paisagismo e urbanismo. As bancas são abertas ao público e ocorrerão na sala 215 do prédio 9 (FauPucRS). Em paralelo ao desenvolvimento das bancas os visitantes terão a oportunidade de ver os 28 trabalhos expostos no saguão da faculdade.
Não percam!

Cronograma das atividades:

30/11
SEGUNDA-FEIRA

14:00h - Abertura oficial
14:30h - CAROLINE MERG
15:30h - LETICIA GOULART
Orientador: Prof. Arq. José Carlos Marques

16:30h - LUCIANA CASTRO
18:00h - CRISTAL JOHN MELO
19:00h - ALEX LIN WORN
20:00h - SIMONE VELHO DOS SANTOS
Orientador: Profa. Arqa. Cassandra Coradin

Banca:
Prof. Arq. Ronaldo de Azambuja Stroher (Unisinos)
Prof. Arq. José Carlos Campos
Prof. Arq. Daniel Pitta Fischmann
Prof. Arq. Paulo Ricardo Bregatto

01/12
TERÇA-FEIRA

14:00h - GIOVANA VON SALTIEL LORENCI
15:00h - ROBERTA OLIVEIRA CEZAR
16:00h - MAURÍCIO STÜRMER
Orientador: Profa. Arqa. Maria B. Kother

17:00h - CAROLINE MOREIRA MADUELL
Orientador: Prof. Arq. Luis Carlos Macchi

18:00h - MARIANA ALMEIDA
19:00h - MARTIN RAABE
20:00h – RAQUEL RUARO
Orientador: Prof. Arq. Paulo Cesa

Banca:
Prof. Arq. Leandro Manenti (Ufrgs)
Prof. Arq. Sílvio José Jaeger Rocha
Prof. Arq. Daniel Pitta Fischmann
Prof. Arq. Paulo Ricardo Bregatto

02/12
QUARTA-FEIRA

14:00h - MARIEL NASPOLINI BASTOS
15:00h - LEANDRO STÜRMER
16:00h - RAFAEL ARMANI JARDIM
Orientador: Prof. Arq. Flávio Kiefer

18:00h - CARINA ZANCHIN
19:00h - DULCE CARLOS
20:00h - VINICIUS BONOTTO
Orientador: Profa. Arqa. Rosane Bauer

Banca:
Prof. Arq. Juliano Vasconcellos (Feevale/UniRitter)
Profa. Arqa. Leila Nesralla Mattar
Prof. Arq. Daniel Pitta Fischmann
Prof. Arq. Paulo Ricardo Bregatto

03/12
QUINTA–FEIRA

14:00h - LUIZA ZANCANARO BASLER
15:00h - PEDRO TERRA OLIVEIRA
Orientador: Profa. Arqa. Maria Dalila Bohrer

16:00h - TIEI DA SILVA
17:00h - CLAUDIA GONZALES
18:00h - KATIA FINKLER POSTAY
Orientador: Profa. Arqa. Camila Fujita

Banca:
Profa. Arqa. Heleniza Ávila Campos (Ufrgs)
Prof. Arq. Fábio Bortoli (UniRitter)
Prof. Arq. Cláudio Mainieri Ugalde
Prof. Arq. Daniel Pitta Fischmann
Prof. Arq. Paulo Ricardo Bregatto

04/12
SEXTA-FEIRA

14:00h - CHRISTINE SULZBACH
15:00h - ALESSANDRA DE O. V. CONFORTO

Orientador: Prof. Arq. Carlos Alberto Hübner
16:00h - NAIRA PARIZZI
17:00h - TAMINE SEOLINO
Orientador: Prof. Arq. Marcelo Martel

Banca:
Prof. Arq. Rodrigo Allgayer (Ulbra/UniRitter)
Prof. Arq. Luiz Alberto Sohni Aydos
Prof. Arq. Daniel Pitta Fischmann
Prof. Arq. Paulo Ricardo Bregatto

quinta-feira, 22 de outubro de 2015

Obras particulares no Brasil

No mês em que a ONU comemora o “outubro urbano”, o Brasil toma conhecimento de dados preocupantes em relação a obras particulares de suas cidades. Pesquisa inédita realizada pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e pelo Instituto Datafolha mostra que a maioria das reformas ou construções particulares no Brasil é feita sem a assistência de um profissional especializado, em desrespeito às leis e normas vigentes no país.

Segundo a pesquisa, realizada com 2.419 pessoas em todo o Brasil, 54% da população economicamente ativa já construiu ou reformou imóvel residencial ou comercial. Desse grupo, 85,40% fizeram o serviço por conta própria ou com pedreiros e mestres de obras, amigos e parentes. Apenas 14,60% contratou arquitetos ou engenheiros.

A pesquisa também revela que, entre aqueles que contrataram arquitetos e urbanistas para auxiliar na obra, há um índice altíssimo de satisfação: 78%. E que mesmo com essa realidade preocupante, 70% da população economicamente ativa considera a possibilidade de contratar um arquiteto e urbanista na realização de sua próxima construção ou reforma.

De modo geral, a contratação de profissionais especializados está ligada à renda e à escolaridade. Enquanto 26,2% da população economicamente ativa com nível superior construiu ou reformou com ajuda especializada, esse índice é de 9,5% – menos da metade. Apenas entre as pessoas da classe A, essa taxa pula para 55%.

A pesquisa CAU/BR-Datafolha também investigou a percepção da população em relação a uma série de outros temas como: conhecimento sobre as atividades realizadas por arquitetos e urbanistas, importância do planejamento no desenvolvimento e organização das cidades e dos espaços urbanos e conhecimento sobre as atividades do CAU. A pesquisa completa pode ser acessada em www.caubr.gov.br/pesquisa2015.

DIFERENÇAS REGIONAIS – A região Sul é a que apresentou o maior percentual de utilização de profissionais tecnicamente habilitados: 25,90%, contra 74,10% que não se valeram de seus serviços. Na região Sudeste, a relação é de 16,40% contra 83,60% – abaixo da média nacional, mas dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

O Nordeste está tendencialmente empatado com o Centro-Oeste. No Nordeste, só 7,120% utilizaram serviços de profissionais tecnicamente habilitados, contra 92,90% que usaram somente mestres de obras ou pedreiros. No Centro-Oeste, os percentuais são respectivamente de 10,50% e 89,50%. Na região Norte, o percentual de utilização de profissionais tecnicamente habilitados é de 10%, contra 90% não preparados.

A falta de um profissional especializado na realização de reformas ou construções particulares, alerta o CAU/BR, pode ocasionar diversos problemas na obra e para a segurança das pessoas. Além disso, a soma de construções malfeitas tem como consequência a piora dos espaços urbanos e da qualidade de vida nas cidades. “É preciso lembrar que a construção é mais um objeto na cidade que vai interagir com as demais, com impactos mútuos. Da mesma maneira que nós precisamos de mais médicos para os hospitais, precisamos também de mais arquitetos para as cidades”, afirma o presidente do CAU/BR. Haroldo Pinheiro.

A pesquisa quantitativa, feita em 177 municípios das cinco regiões brasileiras, foi seguida de outra qualitativa, em seis capitais do país (Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Belém e Goiânia), reunindo 12 grupos de oito pessoas cada. Nessas entrevistas, a maioria das pessoas que utilizou apenas serviços de mestres de obras ou pedreiros mostrou-se arrependida. Falta de planejamento, custos acima do orçamento original, descumprimento de prazos, desperdício de materiais e necessidade de refações de serviços foram as principais razões apontadas.

O levantamento do Datafolha indicou que a principal barreira para a contratação de serviços de arquitetos é o senso comum de que se trata de um trabalho caro. Ao serem informados de que o custo é de cerca de 10% do valor total da obra, a maioria julgou ser uma boa relação custo/benefício. “O projeto é um pequeno percentual da obra. E um projeto bem elaborado, detalhado, especificado com quantidade certa de materiais, cronogramas definidos para entrada e saída de determinado tipo de profissionais, vai ajudar a economizar na maior despesa, que é a própria construção, além da futura manutenção. E tudo isso resulta em ter um patrimônio que vale mais”, diz o presidente do CAU/BR.

MAIS DETALHES – Os dados mostraram que construir e reformar estão relacionados a sexo e idade. As chances de ter construído ou reformado aumentam entre os homens e entre as pessoas mais velhas. A reforma de imóvel residencial está mais presente entre a população economicamente ativa do Sudeste e das regiões metropolitanas.

Construir ou reformar também está ligado à escolaridade e à classe. Quanto mais privilegiado cultural e economicamente (ensino superior e classes A/B), maior a chance do brasileiro de já ter feito alguma obra particular, em especial reforma.

A solicitação de um profissional, independentemente se mestre de obra/pedreiro, engenheiro ou arquiteto/urbanista, também está diretamente relacionada à escolaridade e à classificação econômica: quanto mais privilegiadas, maior a utilização. A autoconstrução está ligada à escolaridade: mais comum entre aqueles que possuem apenas o ensino fundamental.

LEGISLAÇÃO E NORMA – Segundo a legislação brasileira, toda nova edificação deve ser registrada junto ao governo e possuir um responsável técnico, que pode ser um arquiteto ou engenheiro devidamente registrado em seu conselho profissional (CAU ou CREA).

Já no caso das reformas, entrou em vigor em 2014 a Norma de Reformas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) que estabelece que toda reforma de imóvel que altere ou comprometa a segurança da edificação ou de seu entorno precisará ser submetida à análise da construtora/incorporadora e do projetista, após o prazo de garantia.

A norma NBR 16.820, recentemente atualizada, determina ainda que o proprietário ou locatário do imóvel encomende laudo técnico assinado por arquiteto ou engenheiro atestando que a reforma não afetará a segurança e estabilidade do imóvel. E o síndico ou a administradora, com base em parecer de especialista, poderão autorizar, autorizar com ressalvas ou proibir a reforma, caso entendam que ela irá colocar em risco a edificação. Entre as alterações listadas, estão à remoção ou o acréscimo de paredes, esquadrias, janelas e até mesmo revestimentos.

Embora as normas da ABNT não sejam leis, se houver algum acidente, o síndico e o morador que fez a reforma serão responsabilizados, já que a jurisprudência, ao longo do tempo, mostra que o caminho “correto” a ser seguido é o de obedecer às normas da ABNT, mesmo que as mesmas não tenham força de lei.

A NBR 16.280, recentemente atualizada, foi publicada pouco mais de dois anos após o desabamento do Edifício Liberdade, de 20 andares, e de mais dois prédios, no centro do Rio de Janeiro, em 25 de janeiro de 2012. O acidente foi provocado por reformas irregulares no Liberdade, causando a morte de 17 pessoas, além de mais cinco desaparecidos até hoje.

OUTUBRO URBANO – A ONU, por meio de seu programa Habitat, está promovendo o “Outubro Urbano”, uma série de atividades e eventos para discutir desafios e soluções para o urbanismo em todo o mundo.

As atividades começam no dia 5 de outubro, quando a ONU, comemorou o Dia Mundial do Habitat, tendo como objetivo uma reflexão sobre o estado de nossas cidades e sobre o direito à moradia adequada. Na mesma data, a União Internacional de Arquitetos (UIA) celebrou o Dia Mundial da Arquitetura.

Em 31 de outubro, a ONU comemora o Dia Mundial das Cidades, com o tema “Desenhados para Viver Juntos”. A ideia é promover a união e a harmonia tornando nossas cidades e vizinhanças inclusivas e com convivência. Segundo o programa Habitat, a urbanização planejada maximiza a capacidade das cidades em gerar emprego e renda, e estimular a diversidade e a coesão social entre diferentes classes sociais, culturas, etnias e religiões.

Fonte: www.caurs.org.br

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Arquitetura no século XXI

Sérgio Magalhães
Presidente do IAB

Neste 5 de outubro, comemoramos o Dia Mundial da Arquitetura, uma iniciativa da União Internacional de Arquitetos – UIA. Fundada em 1948, como representação dos arquitetos de todo o mundo, a UIA teve o IAB como um de seus 27 fundadores. Hoje, são 124 os países-membros. A entidade é consultora da ONU-UNESCO.

A Arquitetura Moderna foi um dos pilares da cultura do século XX. Agora, novas exigências se apresentam para a Arquitetura, seu papel se amplia, quando a população mundial é majoritariamente urbana.

Já não há dúvida sobre o papel do arquiteto na concepção e na condução dos processos de construção do espaço, seja o edilício, seja o urbano. São maiores nossas responsabilidades tanto no âmbito da cultura, como da lei ou no reconhecimento da sociedade. Explicitando o caráter unitário da profissão, a legislação brasileira passou a nos designar como “arquiteto e urbanista”.

O Projeto é o eixo estruturante de nossa profissão. É pelo Projeto que a pesquisa inovadora emerge para se consolidar no usufruto de todos. É no Projeto (em sua total abrangência – do objeto ao planejamento territorial) que melhor contribuímos para enfrentar as questões mais amplas do nosso tempo, como os desafios ambientais, a desigualdade social, o desenvolvimento e a própria vida social.

No Brasil que se urbanizou a passos de gigante, e que hoje tem quase 200 milhões de cidadãos urbanos, há um universo que carece da contribuição do arquiteto. Novas cidades, novos bairros; velhas cidades, velhos bairros – em todos eles o arquiteto tem papel indispensável.

Nesta geração, mesmo a população não crescendo mais (como afirmam os estudos demográficos), nosso parque habitacional crescerá, no mínimo, em 50% do existente, sobretudo para corresponder ao fenômeno sociológico da diminuição do tamanho médio da família (hoje, três pessoas ocupam um domicílio; daqui a poucos anos, serão duas pessoas por domicílio). Dos 65 milhões de domicílios de hoje, chegaremos perto de 100 milhões em pouco tempo.

Contudo, no Brasil, ainda a imensa maioria das edificações é erguida sem a nossa participação. As cidades deverão conter seu espraiamento para a universalização dos serviços públicos e qualificar-se o espaço urbano. O respeito às preexistências e o cuidado com o ambiente e o clima exigem revisão de atitude. Há um grande caminho a percorrer: uma ampla repactuação sobre a democratização do espaço brasileiro, que possa alcançar toda a cidadania, e onde o trabalho do arquiteto seja útil em todas as fases produtivas e para todas as pessoas.

É uma ação simultaneamente no âmbito da Política e da Doutrina Arquitetônica. É um esforço de todos nós, de nossas instituições profissionais e culturais. Mas, não sejamos modestos, não subestimemos o papel da arquitetura e da cultura: certamente, tal redirecionamento é um percurso indispensável para o desenvolvimento socioeconômico de nosso país e o bem-estar dos brasileiros.

Hoje, “Arquitetura, Construção e Clima” é o chamado da UIA na comemoração deste Dia Mundial da Arquitetura. Estes próximos cinco anos, em que estaremos preparando o 27º Congresso Mundial de Arquitetos, UIA 2020 RIO, uma conquista do Brasil, é tempo para ajudarmos à reflexão sobre Arquitetura, no interesse da profissão, da cultura e da sociedade.

Todos os Mundos.
Um só Mundo.
Arquitetura 21.
UIA 2020 RIO.