sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Formatura - FauPucRS

Turma,

Acabo de chegar em casa após aquela maravilhosa cerimônia da formatura de vocês. Todos puderam notar a minha alegria incontida diante da bela homenagem que vocês me prestaram, me escolhendo para ser o paraninfo desta 20ª turma da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da PucRS.

Não existe homenagem mais importante do que receber esta bela distinção acadêmica. Lhes agradeço do fundo do coração a oportunidade de conduzi-los neste ritual de passagem da vida acadêmica para a realidade das demandas da vida profissional. Devo lhes dizer que esta homenagem veio em boa hora. Num momento de muitas reflexões pessoais e profissionais e trocas de direção!!

Ao longo da cerimônio pude ver, nos olhos de cada um, a alegria da superação por terem alcançado tão nobre conquista. Vocês merecem!! Lembro de cada um de vocês nas disciplinas que cursamos e gurado com muito carinho a parceria, amizade e respeito que sempre caracterizaram os nossos calorosos embates e discussões sobre a arquitetura.

Valeu!! Tomarei as belas palavras que vocês proferiram e dirigiram para mim, no discurso dos oradores, como um grande incentivo diário para as minhas atividades no atelier de projeto!! Levarei na lembrança os alegres momentos que sempre caracterizaram os nossos encontros!! Retornem sempre para nossa escola, pois ela será sempre seu maior porto seguro e aquele lugar onde vocês sempre encontrarão um ambiente propício para a comemoração das suas grandes vitórias!!

Para todos, muita paz, alegria, coragem, saúde, amigos, trabalho, grana e muito amor nos corações!! Super abraço e um beijo carinhoso do Dindo!!

Discurso do Paraninfo

Componentes da mesa já citados.
Familiares e amigos aqui presentes nesta tarde quente de muitas alegrias e festas.
Meus queridos colegas arquitetos e urbanistas:

Desde o momento em que recebi o convite para ser o paraninfo, a alegria tomou conta do meu coração. Não somente pela oportunidade de estar, mais uma vez, junto desta turma pela qual tenho um grande carinho e onde fiz grandes amigos mas, principalmente, pela grande e singular oportunidade de apresentar à sociedade, nestes 14 anos de existência da nossa escola, a 20ª turma de novos e bem preparados arquitetos e urbanistas.

Sei que este honroso convite foi originado por aqueles sentimentos mútuos de companheirismo, amizade e respeito, sempre presentes durante os anos que convivemos juntos nas disciplinas que cursamos, no bar da nossa escola, nas muitas festas, nas inesquecíveis viagens de estudos, onde sempre movidos pelo sentimento de curiosidade sobre o mundo a nossa volta, buscávamos entender, pela ótica do nosso ofício, o comportamento humano diante dos mais diversos espaços, bem como, buscávamos participar sempre ativos da definição dos novos rumos para o ensino de arquitetura e o fortalecimento dos princípios da ética para o desenvolvimento da nossa profissão.

Sinto muito orgulho por ter participado de suas formações e por ver todos vocês com esta satisfação imensa estampada em seus rostos. Deste lugar que vocês se encontram - e que sentaram ainda aspirantes - ao término desta cerimônia, se erguerão arquitetos e urbanistas e serão, portanto, os mais dignos herdeiros das valiosas qualidades e honrosas tradições do nosso ofício. Mais do que isto, receberão, também, a grande e contínua tarefa de fortalecer e propagar, com o fruto do vosso trabalho, os ideais e a cultura arquitetônica local e nacional, sempre com ações honestas e colaborativas, tendo em vista as necessidades do mercado de trabalho e da sociedade em que vivemos.

Por esta razão, meus arquitetos, lhes proponho como última lição de casa o desafio de refletirem profundamente sobre algumas virtudes fundamentais que expressem valores morais, não somente para o exercício da nossa profissão, mas, principalmente, da nossa condição e obrigação primária como cidadãos, perante os nossos pares e perante a sociedade que lhes aguarda ansiosa, sedenta e carente dos resultados do vosso trabalho.

O resgate e o conhecimento dos valores morais, cada vez mais necessários, agem como um polidor da alma. Um saber viver de si para consigo, uma etiqueta de vida interior, um código de nossos deveres, pois bem sabemos que é praticando as ações justas que nos tornamos justos e é praticando as ações corajosas que nos tornamos corajosos.

Para tal, escolhi as seguintes virtudes: senso ético, leveza, coragem e alegria.

A escolha destas e não de outras, não representa aqui um juízo de valor de quem escolhe umas em detrimento de outras que para alguns possam ser mais importantes. Apenas, na minha visão, as escolhidas são aquelas que, neste momento em que vocês se deparam com muitas transformações no campo pessoal e profissional, tornam-se as mais urgentes e devem, portanto, receber de cada um de vocês a devida atenção como forma de fortalecimento dos laços de união entre cada um de vocês e seus maiores ideais por vir.

Inicio pela ética, por ser ela uma virtude vital na produção da realidade social. O mundo atual, perturbado por criações humanas, requer mudanças urgentes. A capacidade humana de criar o artificial sem qualidade parece ter transcendido a nossa habilidade de coexistir com a natureza. A crise energética internacional e o desequilíbrio mundial do meio ambiente assumem patamares preocupantes, exigindo dos novos arquitetos e urbanistas atitudes inovadoras e sustentáveis.

O mercado de trabalho, com suas inumeráveis oportunidades, mas, também, com suas perigosas armadilhas, carece urgentemente de nova formatação, assim como, outras tantas oportunidades de trabalho, ainda adormecidas aguardando por nós, necessitam ser lapidadas com afinco, inovação e empreendedorismo. Para tal, o fortalecimento ético da nossa categoria passa pelo vosso necessário trabalho na política profissional, principalmente, agora que conquistamos o tão sonhado CAU - nosso Conselho de Arquitetura e Urbanismo - revisando e divulgando os princípios da moral e da ética, muitas vezes, deixados de lado na concorrência imposta pela urgência das decisões.

Todo homem possui um senso ético, uma espécie de "consciência moral", que nos permite, constantemente, avaliar e julgar nossas ações para sabermos se são boas ou más, justas ou injustas. Por mais flexíveis que sejamos, sempre vão existir comportamentos humanos classificáveis sob a ótica do certo e errado.

Embora relacionadas com o agir individual, a ética está relacionada à opção, ao desejo de realizar a vida, mantendo, com os outros, relações justas e aceitáveis e está alicerçada nas idéias de bem e virtude, enquanto valores perseguidos por todo ser humano e cujo alcance se traduz numa existência coletiva plena e feliz.

Neste momento em que vocês estão prestes a sair da nossa escola para enfrentar a vida profissional, torna-se necessário reconhecer que o futuro de cada um de vocês se funde com o futuro da sociedade em que estamos todos inseridos. A paz, a alegria, a felicidade, o sucesso e a segurança que, individualmente, queremos ter será sempre aquela que conseguirmos construir para todos.

Na seqüência lhes proponho uma reflexão sobre a importância da leveza. Nesta nova jornada, que hoje se inicia, é preciso aprender a ser leve diante dos próximos desafios que poderão parecer densos e intransponíveis como as pedras. As próximas escolhas, principalmente aquelas que apreciamos e escolhemos justamente pela aparente leveza, poderão se revelar, numa análise aprofundada e madura, de um peso insustentável.

É neste exato momento que temos que mudar de ponto de observação. Não se trata, absolutamente, de fuga para o mundo dos sonhos ou para o irracional. Apenas temos que aprender a enxergar as coisas sob outra ótica, outra lógica, outros meios de conhecimento e outras formas de abordagem do problema. A leveza, neste caso, está muito mais associada à precisão e à determinação dos nossos atos, do que ao que é vago ou aleatório. Está mais relacionada ao reconhecimento da importância das causas do que da necessidade urgente de suportar as conseqüências.

Por esta razão é preciso saber ser leve como o pássaro. Leve como o pássaro e não como a pluma. Como o pássaro altivo que segue seu extinto, livre no ar, na busca autônoma das direções a seguir, ao contrário da frágil pluma que dependerá sempre da direção de uma brisa, para poder planar, por mais leve que seja, mas que não é nunca determinada pelo seu próprio desejo.

Como sustentação para as virtudes anteriores vem a coragem. Portanto, desejo-lhes acima de tudo muita coragem, pois a coragem nos dá a base sólida para sabermos superar todas as dificuldades que virão por conseqüência das escolhas e dos próximos desafios.

Pois as dificuldades virão...

Assim sendo, desejo-lhes coragem para agüentar e durar, coragem para viver, coragem para suportar, para combater, para enfrentar, para chorar, para resistir, coragem para perseverar. A coragem não se refere apenas ao futuro, ao medo ou à ameaça. Refere-se, também, ao presente, e sempre está ligada à vontade, muito mais do que à esperança. Afinal, só esperamos o que não depende de nós, só queremos o que depende de nós. É por isto que a esperança, a meu ver, só é uma virtude para aqueles que aguardam imóveis a chegada de tudo, ao passo que a coragem é uma virtude para qualquer um. A coragem não é um saber, mas uma decisão. Não é uma opinião, mas uma atitude.

Por fim, e para tornar o caminho que hoje se inicia mais doce, devemos plantar e cultivar sempre a alegria. A alegria é o estado de saúde que devemos sempre buscar, mais que a própria felicidade, pois a alegria não é um estado de espírito como se supõe ser a felicidade, mas sim uma sensação. Alegria, coisa tão incerta como o vento que sopra lá fora, que tem dias que vem, dias que não vem, que às vezes é tão forte que vira tufão, outras parece apenas brisa suave, que pode vir do sul ou do norte, do leste ou do oeste, mas que vem, queiramos ou não, na hora ou do jeito que bem entender...

Mais uma vez muito obrigado por este convite!
Para mim, foi um grande privilégio e uma honra imensurável caminhar com vocês até aqui!!

Que esta saudade, que a partir de agora começa a povoar os nossos corações, lhes tragam sempre a doce lembrança dos momentos felizes em que estivemos juntos e lhes tragam, também, a certeza de que esta escola sempre será de vocês e sempre estará com suas portas abertas para recebê-los com suas grandes vitórias, muitas alegrias e novas dúvidas.

Muito sucesso nesta próxima jornada!
Daqui para frente, força e honra!
Muito obrigado!!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

Altos e baixos

Li uma vez, não lembro mais onde, que "...a felicidade são momentos e que a vida é tudo aquilo que acontece entre estes poucos momentos de felicidade". Sempre achei que esta frase trazia no seu significado uma dose muito forte de incompetência, aparente tristeza e resignação passiva e consentida. Mas pensando bem ela não está assim tão errada. Todo o pico de felicidade trás consigo, também, uma grande dose de estresse.

É como se, por alguns momentos, pudéssemos sair da rotina do nosso dia a dia e respirar, movidos por muitas descargas de adrenalina, os prazeres infinitos da vida sem a presença da responsabilidade do livre arbítrio e a pressão crítica dos nossos fantasmas e pré-conceitos. Sabemos bem que tudo na nossa vida tem um comportamento cíclico de uma curva senóide de altos e baixos.

É o equilíbrio natural das coisas...

E se o ônus pelos picos de prazer é a tristeza imposta pela curva em baixa, começamos a ver que o verdadeiro sentido do prazer não está na leitura dos extremos destes altos e baixos - alegrias e tristezas -, mas sim, na tranqüilidade da alma que somente o equilíbrio das nossas ações nos dá. Logo, penso que devemos fazer o melhor que podemos, de forma equilibrada, no tempo certo e na velocidade adequada, conjugando o corpo, a mente e o espírito na busca de ações de paz e de construção de um mundo ético e de uma vida melhor para nós e, sempre que possível, para aqueles que nos cercam.

Feito isto, veremos que a felicidade plena e verdadeira está contida, não nos momentos esporádicos, grandiosos, excepcionais. Não está contida nos momentos fora do comum, mas sim, na simplicidade que rodeia todas as emoções naturais e verdadeiras e, fundamentalmente, dentro do nosso coração. E se acima de tudo que fazemos bem, ainda temos a oportunidade de conhecer, de fato, boas pessoas, então, estamos cumprindo com a nossa missão nesta vida...

Sinto que às vezes buscamos, sem êxito, uma explicação racional para os nossos medos e muros defensivos que vamos construindo ao longo da vida e para as coisas da própria vida, como quem busca resolver as angústias geradas pela surpresa de uma alegria, com a criatividade e objetividade científica com que resolvemos um projeto de arquitetura. Sabemos bem que razão e emoção se desenvolvem em hemisférios opostos do nosso cérebro.

Do lado esquerdo são processadas as questões que envolvem a razão pura. Se está chovendo, devemos sair de casa com capa e guarda-chuvas, se vamos dirigir, não devemos beber, se não queremos filhos, temos que ter alguns cuidados especiais na hora do amor, e por ai vai a lista infinita das precauções universais que sempre ouvimos no nosso dia a dia.

E do lado direito, processamos as questões cujo principal combustível é a emoção. Ora, se está chovendo porque levar guarda-chuvas se eu posso ter o prazer refrescante de sentir a água batendo no meu rosto e escorrendo pelo meu corpo num bailado enlouquecido, se posso, como numa brincadeira de criança, sair pulando dentro das poças d'água vendo e sentindo a água saltar para todos os lados. Se vamos beber, para comemorar a grande alegria de se estarmos vivos e com saúde ao lado das pessoas que amamos, podemos beber somente um pouquinho antes, para depois nos afogar numa alegria infinita sabendo que não estamos assim tão longe de algum lugar para adormecer em segurança. E como é bom, quando estamos amando, durante os jogos de paixão e sedução, não termos tanto cuidado assim e seja o que Deus quiser... Trocar juras infinitas de amor, fazer promessas e planos são as alegrias e emoções que queremos ter, às vezes mais ainda do que a própria felicidade.

Como podemos ver, consumimos muita energia nesta difícil tarefa de escolher com que lado do cérebro devemos tomar as decisões em nossas vidas. De qualquer forma devemos sempre ter a clareza de reconhecer que a cabeça é redonda para que as nossas idéias possam, a qualquer momento e continuamente, trocar de direção! Não penso que uma pessoa deva morrer afogada com o peso das suas mágoas e más decisões. A vida é isto mesmo, este exercício diário de se tentar ser feliz driblando, sempre que possível, as adversidades da vida. Driblando, sempre que possível o encontro com o erro.

Mas o erro é o registro das possibilidades.

São as oportunidade que a vida nos oferece de tempos em tempos para mostrarmos a nossa fibra e do que somos capazes. Saber aproveitar somente os momentos felizes e prazerosos da vida não é mérito para ninguém. É sabido, através da filosofia e da psicologia, que inconscientemente criamos os nossos próprios desafios e que isto acontece, quase sempre, quando a nossa vida parecia navegar por mares tranqüilos...

É o mecanismo natural da vida que, de tempos em tempos, testa as nossas maiores convicções e nos coloca diante das nossas verdadeiras missões. Acredito que cada um de nós vem ao mundo com uma missão pré-estabelecida (ou até mesmo escolhida como dizem os espiritualistas) e que é preciso, nesta vida, enfrentá-la, sentir suas adversidades e superá-las.

Sem dúvidas, não é a mesma lógica que usamos em nossos trabalhos profissionais que devemos usar para resolver as inquietações dos nossos pensamentos e do nosso coração. E este nosso coração inquieto é, por vezes, muito traiçoeiro. Quando vemos estamos completamente envolvidos com aqueles desafios que começaram como uma tênue rota de fuga ou como uma curiosa aventura. Quando vemos estamos, novamente, respondendo ao chamado atávico do nosso instinto conquistador de aceitar novos desafios.

Na fala dos filósofos, somos aquilo que nos falta (Jaques Lacan) e vivemos as emoções que queremos ter (Carl Gustav Jung). Se estamos no meio da tempestade é por que a calmaria não nos serve de todo. Se andamos à noite é porque o dia, somente, não nos basta, e quem é que disse que em nossa vida temos que ter somente uma única direção? São as escolhas que fazemos...

No fundo, no fundo, isto tudo são os nossos desejos naturais se libertando das convenções religiosas e sociais querendo voltar a sentir tesão pela vida, sentir a vida à flor da pele, poder fazer fluir e tornar disponíveis nossos potenciais humanos naturais e biológicos. É este tesão pela vida e pelas coisas que nos cercam - coisas e pessoas -, que nos faz criar, amar, jogar, brincar, lutar pelo simples e encantado prazer de estar vivo e de sentir a vida. Todos nós temos uma margem de transformação necessária para podermos caminhar na direção dos nossos objetivos e desafios.

Mas, também, é verdade que todos nós, enquanto seres individuais, temos uma essência que deve ser respeitada, desenvolvida e preservada. E a química que é gerada quando estes dois universos distintos se encontram é que forma a energia que vai acompanhar e ajudar a fortalecer os objetivos conjuntos. Se para atingir um objetivo nos exigimos transformações que vão além daquilo que podemos dar, inicia-se sempre um processo de crise. Pois não podemos dar o que não temos. E ter que se tornar outra pessoa simplesmente como condição para alcançar uma meta, não é uma postura saudável, pois a vida é sábia ela vai, de tempos em tempos, nos chamar novamente para a nossa realidade a ser vencida, à nossa missão a ser cumprida.

Estamos, assim, reconhecendo a existência de um prazer antropológico pela vida que mantém a ludicidade impregnada na natureza e na essência do homem. É este tesão pela vida que nos faz ligar, forte e apaixonadamente, sem necessitar nenhuma explicação consciente, a tudo o que nos proporciona beleza, alegria e prazer. Por isto, os homens livres jogam e brincam com a vida. Por esta razão é que podem não ser "sérios", não ser "responsáveis" e não ser "coerentes". E se ser maduro e ser responsável é ser triste, amargo, reprimido, perverso, por conseqüência, é viver a margem da felicidade, penso que devemos querer ser sempre garotos.

O uso das palavras "seriedade e responsabilidade" é muitas vezes indevido e impróprio, porque elas não significam qualquer ato moral. Em síntese, quero dizer que ser mais ou menos responsável, ser mais ou menos sério corresponde à relação dialética entre o nosso medo e o nosso prazer pela vida cotidiana e pelos novos desafios.

Não devemos buscar o desejo de estarmos sempre com a razão ou estarmos sempre certos. Longe disto! Devemos sempre - e cada vez mais - buscar a alegria e a felicidade perdidas ao longo de muita anulação consentida. Ser sério ou ser responsável, ser grande ou ter crescido, são padrões que temos que tentar abandonar. Temos que construir o direito de sermos saudáveis!!

Estamos todos, diária e constantemente, em grande revolução pessoal.

Muitas vezes, o mais difícil de compreender, quando teimamos em buscar uma explicação racional para tudo com a nossa inteligência de arquiteto, é aquilo que nós mesmos complicamos e deformamos em nossa natureza, inclusive e especialmente o próprio funcionamento analítico da nossa inteligência de ser humano. Só sei que cada vez mais devemos acreditar nos nossos sonhos, não devemos sufocar os nossos desejos, não devemos julgar ninguém, pois o erro está disponível para todos e, sempre que possível, cultivar cada vez mais forte e fundo as amizades, que verdadeiramente são as únicas coisas que temos a certeza que vamos levar desta vida, sempre dentro dos nossos corações, bem perto de cada um de nós.

Este era para ser um e-mail bem curtinho em comemoração à chegada do próximo ano, mas como sempre acontece quando começo a escrever sem um tema definido, perdi o controle das horas e das palavras... Gosto muito de sentir a leveza e a paz desta época do ano. Existe um certo desarme por parte das pessoas. É como se todos atendessem a um chamado atávico natural para as introspecções e para as reflexões universais. Uma trégua diante das batalhas diárias reais e imaginárias. É um momento de novos, saudáveis e bons ventos que anunciam as férias e a alegria de estarmos próximos daqueles que amamos. Estarmos diante da alegria...

Penso que, acima de tudo, a busca da alegria tem que ser uma constante em nossas vidas. A alegria é o estado de saúde que devemos buscar, mais que a própria felicidade, pois a alegria não é um estado de espírito como se supõe ser a felicidade, mas sim uma sensação. Alegria, coisa tão incerta como o vento que sopra lá fora, que tem dia que vem, dia que não vem, que às vezes é tão forte que vira tufão, outras parece apenas brisa suave, que pode vir do sul ou do norte, do leste ou do oeste, mas que vem, queiramos ou não, na hora ou do jeito que bem entender...

Para todos os meus amigos de fé e irmãos camaradas, os votos de um 2011 repleto de paz, alegria, harmonia, lucidez, trabalho, grana, amigos coragem, saúde e muito amor nos corações!

Um beijo e o meu melhor abraço!!

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Dia Branco

Geraldo Azevedo
Composição: Geraldo Azevedo/ Renato Rocha


Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
Nesse dia branco
Se branco ele for
Esse tanto
Esse canto de amor
Oh! oh! oh...
Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo
Se você vier
Pro que der e vier
Comigo...
Eu lhe prometo o sol
Se hoje o sol sair
Ou a chuva...
Se a chuva cair
Se você vier
Até onde a gente chegar
Numa praça
Na beira do mar
Num pedaço de qualquer lugar...
E nesse dia branco
Se branco ele for
Esse canto
Esse tão grande amor
Grande amor...
Se você quiser e vier
Pro que der e vier
Comigo
Comigo, comigo.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Atelier 2 - Ulbra

Nos dias 14, 15 e 16 de dezembro, nos turnos da tarde e noite, os alunos concluintes do curso de Arquitetura e Urbanismo da Ulbra (Canoas) estarão apresentando seus trabalhos de conclusão de curso. As apresentações dos trabalhos ocorrerão na sala 338 do prédio 14 do Campus Canoas, das 14h às 20h. Esta atividade é pública, portanto, todos estão convidados para assistirem as apresentações.

BANCA FINAL – 14/12 (TERÇA-FEIRA)

Componentes da Banca
Arq. Henrique Augusto Pernau (Bohrer & Pernau Arquitetos)
Prof. Arq. Francisco Gunther Hahn, Dr. (FauUlbra - Canoas)
Prof. Arq. Paulo Ricardo Bregatto, Ms. (FauUlbra - Canoas)

WILLIAM NUNES KENDZIERSKI
Prof. Arq. Carlos Henrique Goldman
14:00h Vinícola Di Vino


FERNANDO DE LIMA E SILVA
Prof. Arq. Carlos Henrique Goldman
14:45h K-Wind Escola de Kite e Winsurf Varzinha / Viamão

TAIS VUCKOVIC
Prof. Arq. Carlos Henrique Goldman
15:30h Prefeitura Municipal de Nova Santa Rite

JULIANA ZOLET
Profa. Arqa. Patrícia de Freitas Nerbas
16:15h Templo Evangélico e Centro Comunitário

LUCAS DOS SANTOS CLEMENTEL
Profa. Arqa. Patrícia de Freitas Nerbas
17:00h CEC - Complexo Esportivo Comunitário

JOICE MANSKE ZILSE
Profa. Arqa. Patrícia de Freitas Nerbas
17:45h Centro de Convivência para Idosos

RAFAELA BALOD NEVES
Profa. Arqa. Patrícia de Freitas Nerbas
18:30h Parque das Etnias

BANCA FINAL – 15/12 (QUARTA-FEIRA)


Componentes da banca
Arq. Jonas Badermann de Lemos (Badermann Arquitetos)
Profa. Arqa. Elizabeth Schmidt Kampff (FauUlbra Canoas)
Prof. Arq. Paulo Ricardo Bregatto, Ms. (FauUlbra – Canoas

DIANA LEMES POZZA
Profa. Arqa. Patrícia de Freitas Nerbas
14:00h Complexo Esportivo Cerâmica - Gravataí

FABIANE LETHARA DA SILVA KRUGER
Prof. Arq. Cristian Illanes
14:45h Hotel Executivo

PAULA PEREIRA BECKER
Prof. Arq. Cristian Illanes
15:30h Palcco - Agência de Publicidade e Propaganda

DEISE MORO BORGES
Prof. Arq. Guilherme de Almeida
16:15h Centro Educacional Especial

SABRINI EVELYN VARGAS
Prof. Arq. Guilherme de Almeida
17:00h Centro Municipal de Eventos

CRISTIANE RAIMANN
Prof. Arq. Guilherme de Almeida
17:45h IFET - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia

ALEXANDRE TREVISOL
Profa. Arqa. Maria da Graça Ilgenfritz
18:30h Crematório

BANCA FINAL – 16/12 (QUINTA-FEIRA)

Componentes da banca
Arq. Luciano Andrades (Studio Paralelo Arquitetos)
Profa. Arqa. Maria da Graça Ilgenfritz, Ms (FauUlbra Canoas)
Prof. Arq. Paulo Ricardo Bregatto, Ms. (FauUlbra - Canoas)

MICHELE GONCALVES SAYAO
Prof. Arq. Flávio Kiefer
14:00h Casa do estudante em Rio Grande

MARCELO TISSOT DUARTE
Prof. Arq. Flávio Kiefer
14:45h Casa de Passagem

MAGUIDA SUSETE DA SILVA BITTENCOURT
Profa. Arqa. Rosalia Fresteiro
15:30h Cecokrahe - Centro Comunitário de Bairro

MANUELY BORGES CHINELLATO
Profa. Arqa. Rosalia Fresteiro
16:15h Penitenciária Estadual de Canoas

NATHALIA SCHVANTES BOTTINI
Profa. Arqa. Rosalia Fresteiro
17:00h Escola de Música e Centro de Musicoterapia

VALMOR DE OLIVEIRA ROCHA
Prof. Arq. Charles Pizzato
17:45h ARTECEULBRA - Escola de Artes Cênicas da Ulbra

ROGER LUIS DUARTE KOVALSKI
Prof. Arq. Charles Pizzato
18:30h Residencial da Terceira Idade

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tá chegando a hora!!!

Queridos formandos da Fau PucRS,

Amanhã será um dia muito importante para todos vocês que estiveram imersos no grande desafio de formatar seus trabalhos finais de graduação. Foram dias cansativos, eu bem sei... Estando mais perto de vocês, neste semestre tão especial para mim, pude acompanhar a trajetória, as alegrias, as fraquezas e as vitórias de cada um.

No exercício diário das demandas geradas pela complexidade de cada desafio proposto, lembro das mentes incansáveis na busca das idéias e das grandes invenções, da fragilidade dos corações diante das muitas, e quase intransponíveis, dificuldades, lembro da tristeza pelo exílio, muitas vezes necessário, do convívio social e familiar, já que não foram poucas as vezes em que, por exigência dos nossos tantos trabalhos, vocês tiveram que se retirar do doce convívio dos seus filhos, pais, companheiros e amigos.

Lembro, ainda, das limitações físicas impostas pelos corpos cansados, dos momentos nebulosos onde as tarefas pareciam não caber dentro da linha tênue do tempo. Mas lembro, principalmente, da alegria estampada em cada rosto pelas grandes descobertas, pela superação de mais um desafio, pela experiência mágica de uma invenção ou simplesmente pela oportunidade de estarmos ali, noite após noite, no calor dos verões que se estendiam ou nos implacáveis invernos, testando os nossos limites e fortalecendo cada vez mais as nossas convicções sobre o nosso tão amado ofício da arquitetura.

O tempo foi passando e diante das várias superações estamos chegando agora diante da última porta a ser aberta por vocês e para todos vocês. A partir dela, novos desafios e novos horizontes se abrirão. Olhem de frente para todos eles e tenham sempre a certeza de que tudo o que fizemos, com maior ou menor ternura, teve sempre um único objetivo: formar e capacitar todos vocês para a vida que lhes aguarda lá fora! Estamos muito orgulhosos de vocês. Eu, em especial, que pude estar com vocês ao longo das disciplinas que cursamos e, principalmente, ao longo deste semestre tão especial para mim, estou muito orgulhoso pela oportunidade de vê-los assim maduros e se preparando para este grande ritual de passagem!

Que esta saudade, que a partir de agora começa a povoar os nossos corações, lhes tragam toda a lucidez para a definição dos próximos desafios e energia infinita para perseguir a solução de todos eles e que este novo ano repleto de grandes oportunidades deixe no passado todas as suas angústias, desencantos e todos os seus fantasmas errantes. Que a dor e o cansaço sejam transformados em energia para a vida. Que os medos sirvam somente para balizar o caminho da ética e das virtudes e que, acima de tudo, a busca da alegria seja uma constante em suas vidas.

Parabéns pela coragem e pelas atitudes que trouxeram vocês até aqui!
Parabéns pela conclusão dos trabalhos!!
Recebam o meu mais forte e melhor abraço!
Estou com vocês!
Contem sempre comigo!!

Força e Honra
Saudação Romana